Dois dias atrás
Eu queria ter começado isto antes, mas não consegui. Os primeiros meses são mesmo muito muito puxados. Ainda está puxado, mas anteontem um amigo me disse que pelo menos uma frase por dia eu tenho que escrever, pra te mostrar no futuro, então, é isso que vou fazer. Acho que é mesmo o mínimo. Espero que você goste.
É engraçado, me sinto menos fluida, menos criativa, desde que você está aqui. Acho que tem a ver com tudo no meu corpo estar funcionando pra você. Acho que é um processo natural, temporário, necessário. Não sei se a esta altura você já ouviu falar do grande mantra da maternidade (e da paternidade): vai passar.
Sábado passado eu quis te levar pra passear porque ficamos só nós dois no fim de semana (seu pai viajou pra Santos a trabalho) - e teve desligamento de energia elétrica, eu não queria ficar aqui em casa contigo sem fazer nada. Mas exagerei, acho. Pegamos metrô (foi sua segunda vez, a primeira tinha sido no dia anterior, sexta-feira) e fomos assistir um jazz para bebês. Só que não era pra bebês, era alto e muito muito animado, e não tinha lugar muito confortável pra você - hoje em dia ou é colo ou é chão, enfim, não rolou. Depois ainda fomos almoçar com as tias, o Daniel, Juneca, Fio, Hélio, João. Era um boteco, luz e barulho, ficamos dentro porque chovia, e você cansou. Eu tava cansada, imagina você, bebezinho, desacostumado do agito. Mas enfim, sobrevivemos. Você gostou do colo da Juneca, acho que a barba te remeteu ao seu pai.
Ainda teve sobremesa na casa do dani, e voltamos pra casa de táxi. Porque outra viagem de metrô acho que era demais. À noite você ficou bem inquieto, chorou um monte, como acontece nos dias de grandes emoções. Mas domingo compensei (pelo menos pra mim) e ficamos em casa o dia todo. Só saímos pra andar com a Tata.
Mesmo assim você chorou bastante no começo da noite, e confesso que já estava exausta sem saber como te ajudar. Mas os dias vão passando e eu vou engolindo essa impressão de não ser boa o suficientr, quem sabe não digiro e sai do meu sistema. Cago. Né.
Tem mais mas você já está dormindo aqui ao meu lado, eu quero dormir, este é o começo. Foi meio atropelado mas aí está!
Te amo, filho. Boa noite.
É engraçado, me sinto menos fluida, menos criativa, desde que você está aqui. Acho que tem a ver com tudo no meu corpo estar funcionando pra você. Acho que é um processo natural, temporário, necessário. Não sei se a esta altura você já ouviu falar do grande mantra da maternidade (e da paternidade): vai passar.
Sábado passado eu quis te levar pra passear porque ficamos só nós dois no fim de semana (seu pai viajou pra Santos a trabalho) - e teve desligamento de energia elétrica, eu não queria ficar aqui em casa contigo sem fazer nada. Mas exagerei, acho. Pegamos metrô (foi sua segunda vez, a primeira tinha sido no dia anterior, sexta-feira) e fomos assistir um jazz para bebês. Só que não era pra bebês, era alto e muito muito animado, e não tinha lugar muito confortável pra você - hoje em dia ou é colo ou é chão, enfim, não rolou. Depois ainda fomos almoçar com as tias, o Daniel, Juneca, Fio, Hélio, João. Era um boteco, luz e barulho, ficamos dentro porque chovia, e você cansou. Eu tava cansada, imagina você, bebezinho, desacostumado do agito. Mas enfim, sobrevivemos. Você gostou do colo da Juneca, acho que a barba te remeteu ao seu pai.
Ainda teve sobremesa na casa do dani, e voltamos pra casa de táxi. Porque outra viagem de metrô acho que era demais. À noite você ficou bem inquieto, chorou um monte, como acontece nos dias de grandes emoções. Mas domingo compensei (pelo menos pra mim) e ficamos em casa o dia todo. Só saímos pra andar com a Tata.
Mesmo assim você chorou bastante no começo da noite, e confesso que já estava exausta sem saber como te ajudar. Mas os dias vão passando e eu vou engolindo essa impressão de não ser boa o suficientr, quem sabe não digiro e sai do meu sistema. Cago. Né.
Tem mais mas você já está dormindo aqui ao meu lado, eu quero dormir, este é o começo. Foi meio atropelado mas aí está!
Te amo, filho. Boa noite.
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